Não mostre. A verdade nunca é perfeita aos olhos do outro.
Então é hoje, o dia!
Lembrei disto entre sons e pausas. Pausa longa, pro almoço.
Quero tempo, tempo, muito mais dele.
Minha fome agora, é de soltar a palavra dolorida que pesa aqui dentro.
É triste ser tido como pedra, quando se sonha em ser brisa...
Mas nada, nem o outro, podem me fazer parar de soprar.
Fui chuva, sou vento, me esforço em ser brisa, e com disciplina, serei, eu sei.
Pedra? Jamais. Nem bem no meio delas... nem todas elas em mim.
Sopro... não com a leveza perfeita, ainda.
Nem todo o bem que me cruza é para mim.
e assim, vou aprendendo, a cada dia, o ser, sem espelho ou alheio.
EU ETIQUETA
Em minha calça está grudado um nome
Que não é meu de batismo ou de cartório
Um nome... estranho.
Meu blusão traz lembrete de bebida
Que jamais pus na boca, nessa vida,
Em minha camiseta, a marca de cigarro
Que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produtos
Que nunca experimentei
Mas são comunicados a meus pés.
Meu tênis é proclama colorido
De alguma coisa não provada
Por este provador de longa idade.
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,
Minha gravata e cinto e escova e pente,
Meu copo, minha xícara,
Minha toalha de banho e sabonete,
Meu isso, meu aquilo.
Desde a cabeça ao bico dos sapatos,
São mensagens,
Letras falantes,
Gritos visuais,
Ordens de uso, abuso, reincidências.
Costume, hábito, permência,
Indispensabilidade,
E fazem de mim homem-anúncio itinerante,
Escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É duro andar na moda, ainda que a moda
Seja negar minha identidade,
Trocá-la por mil, açambarcando
Todas as marcas registradas,
Todos os logotipos do mercado.
Com que inocência demito-me de ser
Eu que antes era e me sabia
Tão diverso de outros, tão mim mesmo,
Ser pensante sentinte e solitário
Com outros seres diversos e conscientes
De sua humana, invencível condição.
Agora sou anúncio
Ora vulgar ora bizarro.
Em língua nacional ou em qualquer língua
(Qualquer principalmente.)
E nisto me comparo, tiro glória
De minha anulação.
Não sou - vê lá - anúncio contratado.
Eu é que mimosamente pago
Para anunciar, para vender
Em bares festas praias pérgulas piscinas,
E bem à vista exibo esta etiqueta
Global no corpo que desiste
De ser veste e sandália de uma essência
Tão viva, independente,
Que moda ou suborno algum a compromete.
Onde terei jogado fora
Meu gosto e capacidade de escolher,
Minhas idiossincrasias tão pessoais,
Tão minhas que no rosto se espelhavam
E cada gesto, cada olhar
Cada vinco da roupa
Sou gravado de forma universal,
Saio da estamparia, não de casa,
Da vitrine me tiram, recolocam,
Objeto pulsante mas objeto
Que se oferece como signo dos outros
Objetos estáticos, tarifados.
Por me ostentar assim, tão orgulhoso
De ser não eu, mas artigo industrial,
Peço que meu nome retifiquem.
Já não me convém o título de homem.
Meu nome novo é Coisa.
Eu sou a Coisa, coisamente.
(Carlos Drummond de Andrade)
enquanto isso, na Pedreira... Tedois e eu agrupavamos inúmeras pedrinhas no maior estilo "como construir sua própria pirâmide com os pés, em seis lições". Desta vez, até consegui enxergar. Mas isso não foi o mais emocionante, e nem o fato de ver os três guitarristas juntos tocando. O que me fez chorar mesmo, foi quando ele - "a caveira robótica" (apud Esther Siza), apareceu no palco.
Nunca tinha visto tanta gente reunida, nem tinha imaginado como seria a Pedreira lotada.
Quando ouvi "Powerslave", paradoxalmente me esqueci da minha pirâmide e pulei. E pulei. Pulei. Cantei e gritei. Acabado o show, dois passos na direção da saída, eu - já com voz sexy de jazzista contralto rouca - informei o colega que havia perdido o celular. Volte duas casas, diria o jogo de tabuleiro. Jogamos os dados e, lá estava ele, próximo à pirâmide destroçada pelos próprios criadores. Encontrei ele, o aparelhinho de comunicação dependente de energia elétrica acumulada através de carregador específico.
Moral da história: "always look for the bright side of life"...
***
Pensei nos insetos alados. Seriam eles mais próximos da verdadeira essência?
E o sol, astro-rei, estaria ele neste mundo para nos dar mais pistas do que devemos nos lembrar sempre para estarmos em paz aqui e agora?
***
Pensando também sobre: a sala de controle, e a capacidade de ir e vir; Liberdade, paz, compreensão, tempo certo, histórias cíclicas, a coisa toda e todas as coisas... existe ou não plural?, o alemão e a matemática... as máximas de meu pai, meu pai, e o Pai.
Tentando não querer todo o saber e entender de um gole só... e buscando acalentar o coração cansado do supérfluo, superficial, efêmero e artificial... cansado de estagnação, de inutilidade... apenas comecei a ouvir, que não é inútil. A dor existe, não és cego, coração, e és flor com razão.
Não adianta se debater, se rebelar. O depois virá. Mas só depois.
***
T2 e JJzinho, obrigada pela bela amizade. Me faz entender o que significa verdadeiramente alegria, bênção, tesouro. Amo vocês.
***
Cuida do vivo. Ele sou eu, e tu, e nós. Cuida também do silêncio. Brilha!
Todo dia 5. Assim terei um compromisso. Mais um.
Compromisso é a forma, pública ou não, de se comprometer com alguém, com algum objetivo ou causa.
Laranja mecânicaaa... Em poucos dias estarei indo para longe. Bom. Mau. Como tudo na vida: lado legal, e lado ruim da peste!
Estou tão habituada com minhas redondezas atuais, que quando vejo o "beco do Manda-Chuva", me sinto em casa. Que nem gato, que gosta mesmo é da casa.
Dia desses, passeio corriqueiro, volta pra casa. Passei pelo beco sem notá-lo, e quando dei por mim, vi aquele paredão de cimento pintado e até pixado. Medo! Cadê o beco?! Ainda bem que era outro. Não me agrada a idéia de mudarem as coisas. Imagine só?! Dilma! Daonde?! Tamanha Luiza das batatas salsa! Malditos derrubadores de árvores que cultivam desodorantes aerosóis! Quebraram a minha Curitiba. Aquecimento da Globo. É... ã-ham!
Ao menos já estou de férias.
Dica do dia: Não se cobre tanto por não entender de tudo. É o normal, não é mesmo, Zelig?
"O real não é nunca aquilo em que se poderia acreditar, mas é sempre aquilo em que deveríamos ter pensado.
(Gaston Bachelard)
Putz! Como não pensei nisso antes! <--- frase dos novos filósofos.
"O que são as Luzes? A saída do homem de sua minoridade pela qual ele próprio é responsável. Minoridade, isto é, incapacidade de se servir de seu entendimento sem a direção de outrem, minoridade pela qual ele é responsável, uma vez que a causa reside não em um defeito do entendimento, mas numa falta de decisão e coragem em se servir dele sem a direção de outrem. Sapere aude! Tem a coragem de te servir de teu próprio entendimento. Eis a divisa das Luzes".
(Emmanuel Kant)
Preciso de um chá para curar esta ressaca braba... de quem amou demais e hoje tem que viver sem o seu amor....
Me joguei nos braços de outro, senti as vertigens da solidão, corri, fugi, e hoje estou aqui....
Aceito esmolas de amor. Sei que és tão só quanto todos nós.
Sempre alguém entre nós, sempre mil desculpas para deixar o amor para depois, deixar a decisão para depois, e o depois cada vez mais magoado, mais recentido, mais querendo descanso.
Vou amar de novo muito mais e muito melhor... Você só uma lembrança, às vezes boa....
Sarita
ela não é linda?
É uma pena que não existas...
a mera idéia de ti
me faz morrer de preguiça.
Preguiça de ter nascido logo.
O espelho que eu nunca tive no outro.
O espelho que eu não cativo.
Eu no cativeiro da imagem indesejada...
o desejo do inexistente morto.
Posso estar viajando e ter estudado muito história da música dias a fio, mas o fato é que estou seriamente desconfiada de que J.R.R. Tolkien se inspirou na biografia de Franz Joseph Haydn para batizar algumas de suas cidades da Terra Média, tais como: a cidade onde Haydn nasceu (Rohrau), e a cidade onde morou e trabalhou durante anos para a família Eszterházy (Eisenstadt, a 50 km de Viena.) Rohan? Isengard? Hein? Não?
(Esse metaleiro aí em cima é o Händel, e não o Haydn tá?!)
Vassoura pra cá, paninho com alcool pra lá. Faxina. Limpando o coração... mesmo com tantas outras tarefas urgentes.
Tá vendo aquela casa de muro e portão branco? Vai lá e pede pra tomar banho que eles te dão merenda! - Disse o piazinho. - Eu fui, tomei banho de mangueira, e ganhei café com leite e pão!
...e tinha o sol, e as borboletas e a flor, a núvem e o capinzinho.
por favor, obrigada, com licença!
Ontem conheci uma mulher que é nordestina e mora com uma bailarina. Canta e tem um grupo de música celta. Me ofereceu aulas de canto. Almoçamos juntas, no meu restaurante favorito. Quanta gentileza e simpatia. A bailarina estava junto... também não era daqui.
Ela me perguntou: você trabalha com música? Pergunto pois vejo a colcheia no seu coração.
Mostrei a ela o livro das Alucinações musicais que acabara de adquirir. Me abraçou e despediu-se dizendo: nada acontece por acaso. Marcou telefones e endereços internéticos.
Desde que chegamos na rodoviária, nunca houve um dia tão das bruxas quanto aquele. Mas... ouve! Houve aquele:
Como num sonho, onde o chão que se pisa é de pedras pequenas... as filas são largas e longas, parecem intermináveis, e sem objetivo algum. Passada a fase das filas, separam-nos dos nossos próprios Jotas, e também tentam confiscar nossos estimados objetos – no caso daqueles que os tem. Aglomerados de ases de copas achando que nem cartas são... perguntamos a todas elas: és menino ou menina? Cabelos escatológicos.
Sabres de luz de verdade, e alguns gigantes. Cansaço nos pés e nas pernas. Cheiros estranhos, mais pessoas que queremos por perto desaparecendo. Som agradável, mas não se pode ver bem a origem dele. Danças... outros mundos. Oh priká!
O peso da idade, vamos embora menina.
Lá, o trem não vai, só vem. E demora a vir. Vem antes de sabermos que não vai. Caminhamos muito no sentido oposto, em vias paralelas. Outros trens vem, mas não param.
- Você acha que ela está fazendo isso? Pra mim parece que está... mas ele não quer.
- Não... não! Não quero pensar nisso! Harvesteriza tudo aqui as vísceras!
Uma carruagem nos ilude e afasta ainda mais do verdadeiro portal para o nosso mundo. Sim, a Uni deveria estar por lá. Mais de uma hora de espera no portal, reencontramos amigos deixados para trás... também eles queriam sair daquele mundo. E o tempo era finito, como era o da Cinderela, ou no Atari.
Odeio o insert. Ele me faz escrever como se ainda estivesse lá. Desescrevendo tudo pelo caminho.
A única coisa que poderia nos salvar era dinheiro... e céus!... nem em sonho nos o temos?! Lembrou o inferno de Bob... mas sem o miau. O miau éramos nozes mesmas... rindo muito da própria desgraça. Amigos ficando no caminho... e nós seguindo... trem, a pé.. carruagem... moeda que nem pão com ovo dá no fim.
É, foi assim.
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Mais do mesmo, outra versão:
noite sinistra...
não tínhamos fantasias, ninguem nos reconheceu
teve o medo da chuva que ficaria mais cara na hora, mas não caiu
centímetros mentirosos sob nossos pés, vê-se uma ex-janela decepcionada pela sua nova
condição de parede, pulamos metros então
gêneros separados
guarda-chuva não entra
-"não vou encontrar uma carteira de cigarro aí?!!???" Não???
não vi os cigarros, nem aquele que fuma, estava com outra tribo, melhor(?) assim evita-se
um elo perigoso
outros sem fantasias, alguns de máscaras, sorrisos familiares, música então.
Faltou-me verticalidade,
horizonte de cabeças impediram-me de ver o som,
ouvidos pra que te quero?
silêncio
contaminação com fluído fosforecente, medo da morte
barulho de ir pra casa, mas era a hora do limbo
horas de vácuo...
o trem não passou, tangos e tragédias, passou depois e não parou,
cara de tacho
Uma carroagem miragem, levou-nos, dissolveu-se logo, caminhada noturna de volta pro início
Que brincadeira toda é essa hein? só pode ser, porque teve choro de riso...
À vista os cavalheiros, que não enfrentaram as horas vagas, chegaram na partida e nos
trouxeram de volta ao mundo dos sons, minutos antes da abóbora que estava sendo evitada
assumir sua forma
mais uma carroagem
meninas cansadas com sensações de irresolvemento dormem então.
Poderia ter sido...
aquela da certeza...
A tatuar teus símbolos, cantar para ti tudo o que queres ouvir. A povoar teus sonhos e nele semear trevos e jasmins. A estar lá quando queiras. Que junto contigo não comeria cebolas, alhos nem pimentões. A sorrir os mais sinceros sorrisos com os olhos brilhantes.
A primeira a reconheceres como casa, paz e fim da solidão neste mundo, ainda que respeitando tua necessidade de isolamento. A andar descalça contigo contra o vento, a céu aberto. A observar a Lua na noite mais longa.
Mãe da tua menina chamada Gaya.
Posso voltar a ser tudo o que não fui ainda, e muito mais... já que tudo é tão infinito e atemporal quanto volátil, mutável e impermanente... solúvel... como água, o ar, a terra, o fogo, as estrelas e nós.
Caminho sem volta. Tem placa disso?
Mesmo que tivesse, as pessoas não andam com placas avisando o que vão fazer.
"não há placas nem pessoas, indicando aonde vão"
Lembra do Uriguéler? (o meu ventilador)...
poisé.. vem aí um conto daqueles!
Amigos não são cíclicos. a Vida é...
os amigos antigos serão sempre amigos, e antigos.
Um dia velhos, por causa da vida a girar. Mesmo mortos.. amigos.
Nem tudo o que se diz se faz,
nem tudo o que se desfaz se quis.
nem tudo o que se quis se fez
nem tudo que se fez se quis
nem que se faça, tudo quer.
nem que se faça, nem tudo se diz!
nem se quis que se faça tudo
nem se diz tudo o que fez
se nem o que diz faz tudo.
nem o que quis disse e fez.
diz tudo o que nem fez
tudo faz, o que se diz.
que se faz quando tudo quis?
o tudo nem se diz. se faz.
faz tudo, quer e nem o diz.
diz tudo se não nem faz.
quer dizer, não faz tudo, nem quer.
nem todo o que seduz, se faz.
que faz tudo o que nem diz?
nem se diz que tudo faz!
se traduz mas nem se faz.
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o que você não quer eu não vou insistir
o que você me pede eu não posso fazer
mas se você me pede eu perco você
WANTED (DEAD OR ALIVE)
Banda de pop rock empoeirado de configuração fofinha (duas moçoilas e quatro rapazes) que tende a fazer mais acústicos que plugados onde tem-se: vozes, violão/guitarra, baixolão/baixo/cello , teclados, percussão/bateria e violino, procura nome desesperadamente. Por enquanto fazendo covers inter e nacionais, mas pretende fazer músicas próprias e em português.
O outro lado da mesa fica em Curitiba.
Encontrar a co-secante pelo método simples descartiano pode se tornar um hábito.
Thiagos, são pêras que dão em jaqueiras, ou jacas que dão em árvores de pêra? Não sei. Eu gosto.
É HOJE!
empacotamento... para quem tem o super-poder de ...
... empacotar.
mundo perfeito é a minha tarefa desta semana. Não... fazer não. Pensar e escrever. Como seria, sabe? Se eu posso ser co-autora do mundo, preciso escrever como acredito que ele tem que ser:
Deve haver música. E silêncio, sempre que quisermos. Não haverá nos olhos o filtro que nos atrapalha, que nos faz julgar bom ou ruim... muito menos a vontade e coragem para por discriminação em prática.\
Todos os seres vão ter direito de ser e estar, ir e vir... e saberão ordenar o fluxo dos pensamentos... diminuir e dar preferência aos positivos. Todos serão pacíficos sem saber que são, pois não há o parâmetro oposto para comparar.
Do de dentro do de fora
lá daqui, lá de lá!
Azul. Azul, azul, azul!
"E quando as obrigações e as rotinas tentam domar minha paixão-força, eu dou uns berros e tenho leves acessos solitários de fúria e faço o que bem entendo porque em mim ninguém manda mais." (jay)
To do list:
- aprender a ter acessos solitários de fúria. Atenção especial para o "solitários";
- aprender a dizer não;
- aprender a acreditar que mereço o que desejo.
Tens lido o que escrevo pra ti?
Um mundo inteiro de névoa sufocante nos separa
Meus pulmões ardidos em alergia
Não me permitem alegrar-me mais quando o vejo
Já me alegro o suficiente
Mais até do que posso
Mais do que nos permitimos
Promessas de saudade
No fim do uso de um certo sapato
Que aperta, machuca como pedra
Que alivio ao parar de usar
A ausência, a pedra, a perda e o fumo.
Juntos, você e eu, no mesmo mundo.
Hoje sou casulo
do silêncio de mim
pensamento que sai
no escuro... sopro de idéia.
Apaguei.
Minha história e tua.
Não a tua sem mim, isso não podia, não posso.
Abafei a lembrança que teimava em sumir...
dissolvi as palavras que ainda restavam aqui.
Não te apago também por não seres solúvel...
se assim fosses, terias te misturado a mim.
Cheiro de chuva recém caída...
recém lavada, a aura do amanhã...
de mim, que virei depois, novamente
Nada para trás.
Olhos
Os teus, nos meus.
Bem fundo...
Cheiro, calor, abraço.
Borboletas.
Em volta da cadeira
Eu, você.
x-x-x
E a Lena disse assim:
...Encontre um homem que te chame de linda, mesmo quando acabou de acordar. Que te ligue de volta quando você desligar na cara dele. Que deite embaixo das estrelas e escute as batidas do seu coraçao, ou que permaneça acordado só para observar você dormindo.Espere pelo homem que te beije na testa. Que queira te mostrar para todo mundo. Um homem que segure sua mao na frente dos amigos dele. Que te ache a mulher mais bonita do mundo, mesmo quando você esta sem nenhuma maquiagem. Aquele que te lembra constantemente o quanto ele se preocupa com você e quanta sorte ele tem por estar ao seu lado. Espere por aquele que esperara por você... aquele que vire para os amigos e diga "É ela".
De suspirar né?
Shhhhhhh!!!!!
Ela está dormindo!
As borboletas são mais importantes para o jardim do que se pensa.
E não adianta querer cuidar delas... tem que cuidar das flores.
Um dia elas voltam, e chegam novas também.
Meus Maiúsculos. Todos Eles...
para o Ar que chega
que entra, que já estava Aqui
que sai e se vai.
Frieza. Dura, áspera.
De fazer inveja aos espinhos do cactus.
Semeando ela num solo brota dor em outro.
Eu me importo.
Me importo.
Você.
No meu lugar.
Lugar. Meu.
Eu.
Dama dos jardins
acorda, conversa com as plantas
pede flores
pé-de-pimenta querendo morrer
vai água, vai prosa.
-"Ouçam Mozart
cresçam saudáveis".
De flor serei cactus
que não precisa ser regado
cheia de espinhos
em defesa de mim
que sou preciosa
de seca viverei
mesmo havendo em mim
a essência da própria Chuva.
---
" Na aridez do deserto
a vida percorre caminhos
de clorofila e silêncio "
(Solange Firmino)
---
You Owe Me Nothing In Return
Alanis Morissette
I'll give you countless amounts of outright
Acceptance if you want it.
I'll give you encouragement
To choose the path that you want if you need it.
You can speak of anger and doubts,
Your fears and freak-outs and I'll hold it.
You can share your so-called
Shamefilled accounts of times in your life and I won't judge it.
And there are no strings attached to it.
You owe me nothing for giving the love that I give.
You owe me nothing for caring the way that I have.
I give you thanks for receiving, it's my privilege,
And you owe me nothing in return.
You can ask for space for yourself
And only yourself and I'll grant it.
You can ask for freedom as was
Or time to revel and you'll have it.
You can ask to live by yourself
Or love someone else and I'll support it.
You can ask for anything you want
Anything at all and I'll understand it.
I bet you're wondering when
The next payback shoe will eventually drop.
I bet you're wondering when my conditional policies will force you to cough up.
I bet you're wondering how far you have now danced your way back into death.
This is the only kind of love as I understand it that there really is.
You can express your deepest of thruths
Even if it means I'll lose you and I'll hear it.
You can fall into the abyss on the way to your bliss
And I'll empathize with.
You can't say that you'll have to skip town to chase your passion and I'll hear it.
You can even hit rock bottom have a mid-life chrisis andI'll hold it.
And there are no strings attached to it...
Vanishing
A Perfect Circle
Disappear
Disappear
Higher
Higher
Into the air
Slowly disappear
No, no longer here
Disappear
Disappear
Thinner, thinner
Into the air
Never really here
What that never
Like a thought brushing up against a sigh
Floating away
Floating away
Vanishing like a cyan sunday
Disappear
Disappear
Vanish, vanish into the air
Slowly disappear
Never really here
Floating away
Floating away
Today I've fallen hard from the skies
Sent butterflies away
Silent and Lone
Tasted my own cold breath
Past right through myself
Cold breeze from my heart
To mind and endless road
Dark peace.
---
Lonely Day
System of a Down
Such a lonely day
And it's mine
The most loneliest day of my life
Such a lonely day
Should be banned
It's a day that I can't stand
The most loneliest day of my life
The most loneliest day of my life
Such a lonely day
Shouldn't exist
It's a day that I'll never miss
Such a lonely day
And it's mine
The most loneliest day of my life
And if you go
I wanna go with you
And if you die
I wanna die with you
Take your hand
And walk away
The most loneliest day of my life
The most loneliest day of my life
The most loneliest day of my life
Such a lonely day
And it's mine
It's a day that I'm glad I survived
Musiquei um pensamento.
Uma visão. Pré-visão, de chuva:
Clave de Lua, compasso terno, andamento suavíssimo
Cheio de intervalos de sábado justo.
Que bela melodia.
melhor dia.
Dia tônico, que fortalece e prepara para
uma vida maior.
O homenzinho verde é mais legal, porque ele dança.

No meu corredor não tens sombra
embora sejas meu pensamento favorito
Gosto do desenho que traçam os fios da tua barba
ao trilharem teu rosto
Pode entrar
sem medo do espaço que ocupas
sinta-se sim à vontade
pois fui eu quem convidou
a porta está aberta
e eu com um pedido na mão.
Uma parte que não tinha
Fernando Anitelli
Não tem sol, nem solução
não tem tempero no meu dia
Não faz mal se a tradição nos traduz outra alegria
Não ter pressa dá a impressão de que a tarde virou tédio
não tem bala, belo, bola ou balão
não tem bula meu remédio.
e não tem cura...
acho que me perdi numa excursão
que fiz na tua certeza e na contradição
e não tem cura...
acho que me perdi numa excursão
que fiz na tua palavra, no teu palavrão
Não tem sol, nem solução
não tem tempero no meu dia
Não faz mal se a situação não traduz nossa alegria
Não ter festa dá a impressão de que o mundo ficou sério
não tem bala, belo, bola ou balão
não tem bula meu remédio.
e não tem cura...
acho que me perdi numa excursão
que fiz pra lua
no meu universo o sol é solidão
e não tem cura... acho que me perdi numa excursão
que fiz pra lua
no meu único verso o sol é solidão
Não tem mal, nem maldição
não tem sereno no meu dia
Não tem sombra e assombração
Não tem disputa por folia
Tem bola de capotão, capitão capture essa menina
tem saudade e saudação
tem uma parte que não tinha...
parte que não tinha... parte que não tinha...
Não quero juras de amor sem fim
quero a beleza do amor de agora
só meu, só para mim
Novo dia
Sigo pensando em você
Fico tão leve que não levo padecer
Trabalho em samba e não posso reclamar
Vivo cantando só para te tocar
(...)
Sigo tocando só para te cantar
É o bonde do dom que me leva
Os anjos que me carregam
Os automóveis que me cercam
Os santos que me projetam
Nas asas do bem desse mundo
Carregam um quintal lá no fundo
A água do mar me bebe
A sede de ti prossegue
A sede de ti...
(Bonde do Dom - Marisa, Arnaldo, Carlinhos)
-Silêncio?
-Sim, obrigada!
Sem ele, o que seria da música?
A primeira música criada nunca teria tido fim, e jamais poderia ter sido cantada por um ser humano, que na sua limitação, precisa respirar e um dia fenece.
x-x-x
Words like violence
Break the silence
Come crashing in
Into my little world
Painful to me
Pierce right through me
(...)
Enjoy the silence (grande Depeche Mode)
Quanta gente sem graça me cruza na quinze!
Saio vestida e perfumada para te ver e nada de ti. Não pelas ruas.
No pensamento sim: tu, tu, tu...
Ando ocupada pensando em ti.
No teu jeito de me fazer sorrir e suspirar...
Até minhas reticências tem maior sentido desde que começamos a nos descobrir.
Quero descobrir mais, e quero poder cobrir para descobrir de volta.
Entregue às minhas paixões, quero ser capaz de te fazer voar.
Palavras consolidam o encanto do agora e de depois.
Ah, depois!
Depois será movido também a lembranças sensoriais.
Vou descansar reticente, sorrindo, insensata. Sonhando com o teu espírito aventureiro que hei de acordar com preces.
Suspiro para ti, por ti.
Morra cético, mas é de ti mesmo que estou falando.
... mas assim...
...
né?!
Saí de casa andando com um amigo de Manaus que também mora aqui, há uma quadra da minha casa. Sem carteira, sem nada, só com o celular na mão. Fomos descendo a rua XV, e acabamos decidindo parar para comer naquele lanche " café do universitário" ali perto do círculo militar. Sentamos na última mesa, mais próxima da rua, perto do tubo. Eu de frente pra rua, e ele de costas pra rua de frente pra mim. Derrepente, houve um acidente de carro. Bem na minha frente. Um carro vinha na rua paralela à minha mesa, e o outro na ortogonal. Este último acelera no sinal amarelo, e estraçalha o outro. Pancada forte, estrago total dos dois carros. Muita gente levanta pra olhar, e meu amigo e eu fomos correndo lá, pois estávamos próximos. Aparentemente eu era a única que estava olhando naquela direção na hora do acidente. No carro que foi batido, vinha apenas um motorista, que estava sem cinto e bateu com a cabeça. Saiu do carro e tentou andar. Ficou tonto e se jogou no chão. Pessoas disseram a ele que não se mexesse. Fui prestar socorro a ele, enquanto meu amigo foi ver os dois do outro carro. Segurei na mão dele, fiquei conversando para que ele não perdesse a consciência, lembrando a ele que não se mexesse. Ele estava muito nervoso e pessoas vinham perguntar o número pra ligar para casa dele, avisar os parentes, e ele ficava ainda mais agitado. Não queria que a mãe soubesse, pois ela o deixaria ainda mais nervoso.
Prometi a ele que a mãe só ia ser avisada quando ele já estivesse sendo atendido no hospital.
Ele segurava meu braço com força, pedia pra eu não deixar ele sozinho. Tentei distrai-lo, conversar sobre outras coisas, mas ele estava também muito preocupado com o carro.
Perguntei o que ele fazia da vida e ele disse: " sou músico, toco bateria". E eu com a camiseta da XXIV oficina de música de curitiba (sincronicidade do universo).
Então chegou a ambulância e ele implorou para que eu fosse com ele pro hospital. Fui. Fui conversando com as duas vítimas. A moça passageira do outro carro estava mais nervosa ainda, e fiquei tão contente de ter conseguido acalmar ambos. Enquanto isso, o meu amigo, ficou cuidando do carro do rapaz, até que a polícia chegasse. Na ambulância ele ficou quieto enquanto a outra moça falava sem parar. Quando ele falou só disse: "Você é ruiva", sempre segurando minha mão.
Chegando no hospital, ele queria que eu fosse junto quando ele fosse atendido. Não podia... ele pediu pra eu esperar que ele me daria dinheiro para ir pra casa de taxi.
Enquanto ele foi atendido perguntou muitas vezes por mim, as enfermeiras disseram. Fiquei aguardando, conversando com amigos da outra vítima. O pai do rapaz chegou, e eu fui contar a ele como foi tudo, fiquei conversando com ele, até que pudéssemos ir ver como o filho dele estava.
Ele era consultor de sistemas e viajava muito. Divorciado, por isso o garoto escolheu avisar a ele - mães são nervosas.
Na sala onde o acidentado estava, aguardando ser atentido por outros médicos, só poderia entrar uma pessoa por vez, e ele pediu pra me ver primeiro. Cheguei lá, ele pediu mil desculpas por ter me feito ir até lá, agradeceu muito e me ofereceu dinheiro pro taxi. Agradeci, e recusei, pois o pai dele já tinha resolvido me deixar em casa.
Cheguei em casa às quatro da manhã, ao lado do consultor de sistemas mais grato do mundo, pela ajuda que prestei a seu filho. Acordei agora às nove e meia, me sentindo mais leve, uma pessoa melhor, depois de ter sido chamada de anjo da guarda.
"Não é fácil...
Ainda boto fé de um dia te ter ao meu laduUuuU"
Eu, aquela que queres para ti, acordei com saudades maiores de nós. De ti inteiro, cheio de palavras, cultura, pele, boca e beijos e conversas coladas a eles, cheiro, alma, carinho, abraços, desejo, opiniões decididas, amor, e vontade de cuidar. Comigo.
Quero também ser tua, e agora compreendo melhor o teu medo de me perder para as circunstâncias da vida. Realmente, a vida tendo o tempo como cúmplice fiel, nos prega peças e algumas esquinas onde ancoramos traçam o sentido de tudo o que nos resta. O primeiro momento do resto da vida.
Queria poder aliviar este medo, mas enfim, eis que ele me domina também.
Guardo aqui do alto, a fé em nós, numa caixinha bem lacrada.
Danoninho
1 lata de leite condensado
3 latas de creme de leite
1 pote de iogurte natural
1 saquinho de tang de morango
Eu juro que estou escrevendo algo pra tirar a teia daqui. Verdade mesmo!
Só que com essa coisa toda de mudança, tá difícil.
Como diz meu amigo: "que coisa romântica, estudante de música, à beira de um despejo, com próxima moradia incerta."
Enfim... como diz o outro "ela é mais sentimental que eu".
er..
pra não perder o show, vou contar uma piada:
han-hã...:
Um ladrão entra tarde da noite numa casa, e enquanto
estava andando bem de mansinho na
sala ele ouve uma voz:
Jesus esta' te olhando !
Assustado ele pára, olha para todos os lados, mas não vê
ninguém e então resolve continuar.... Momentos depois,
escuta novamente a mesma voz dizendo:
Jesus está de olho em você !
Quase se borrando, ele descobre um papagaio numa gaiola
num canto da sala. Ele se aproxima e pergunta:
Foi você que falou que Jesus está me vendo ?
E o papagaio responde:
Foi....
E o diálogo continua: Pô, cara, você quase me
mata de susto... Qual o seu nome?
Judas...
Mas que nome estranho para um papagaio, você não acha ?
Quem foi que te colocou esse nome?
Foi o mesmo idiota que colocou o nome de Jesus,
naquele PITBULL ali...
quero um amor bonito... mas não de conto de fadas
um amor de verdade... com todos os altos e baixos de que tenho direito
quero amar alguém que me ame... talvez mais do que eu amar.. porque sempre é assim.. um ama
mais mesmo.
que não seja igual a mim, nem diferente
alguém que me goste tanto, que até me faça ver o quanto..
que me faça gostar de mim também (mais ainda)
um amor louco e são
alguém que mesmo depois de anos ao meu lado..
compre um chapéu de mafioso num dia comum...
compre uma gravata e me tire pra dançar
fora de hora em um lugar qualquer.
Só pra me conquistar ainda mais
que me diga coisas que eu goste e que não goste de ouvir
que me escreva coisas que doem de tão lindas
e coisas tão feias que doem também
que me leia... leia meus olhares e gestos
não me entenda assim como eu não o entenderei por completo
mas que me olhe.. observe, me veja, me pesquise
se intrigue, se interesse
que admire como eu admiro.
que ouça a chuva comigo
que embobeça como eu
que me encha de orgulho fazendo o que sabe fazer de pior
que encontre meu olhar de apoio
que haja cumplicidade
na vida normal
A fé solúvel
(Fernando Anitelli)
É, me esqueci da luz da cozinha acesa
de fechar a geladeira
De limpar os pés,
Me esqueci Jesus!
De anotar os recados
Todas janelas abertas,
onde eu guardei a fé... em nós
Meu café em pó solúvel
Minha fé deu nó
Minha fé em pó solúvel
É... meu computador
Apagou minha memória
Meus textos da madrugada
Tudo o que eu já salvei
E o tanto que eu vou salvar
Das conversas sem pressa
Das mais bonitas mentiras
Hoje eu não vivo só... em paz
Hoje eu vivo em paz sozinho
Muitos passarão
Outros tantos passarinho
Que o teu afeto me afetou é fato
Agora faça me um favor
Um favor... por favor
A razão é como uma equação
De matemática... tira a prática
De sermos... um pouco mais de nós!
Que o teu afeto me afetou é fato
Agora faça me um favor
Um favor... por favor
Baixo e o desencontro, tristeza.
Psicologia e encerramento de semestre, pizza.
Hugo e a função dos equalizadores, saco.
Teatro e a Pedra Mais Alta, mágico.
Kiko e os playbacks de workshop, pouco.
Curitiba e mais alguns dias, resto.
Grupo legal e as musiquinhas, tempo.
Natal e família, logo.
Amigas e casamentos, dezembro.
Eu e... eu e o que mesmo?
Poderia me perder
no verde-azul dos olhos teus
assim como já me perco
no labirinto do teu intelecto
por onde me guiam tuas palavras mágicas
que tanto me encantam. Não...
Não o inventei.
Agora que sei, me perderia sim, e de bom grado
Sim. Se pudesse cheirar, ouvir, sentir...
ver chorar e ver sorrir
sorrir junto e chorar também.
Preferiria nunca mais me encontrar,
nem ser encontrada.
Minha invenção preferida
minha canção escondida
encontro de olhar
brinquedo de palavra
cantar e fazer de conta
colorir de poesia
poeta branco e preto
surpresa, milagre meu que sou
e que és tu.
Eu ando pelas ruas olhando as pessoas nos olhos
são reais?
você é?
o que é?
real
O Mundo seria muito mais justo se os tubarões voadores além de existirem fossem os predadores naturais dos políticos corruptos na cadeia alimentar...
preciso estudar. Fi e tal e coisa... provas semana que vem.
Bem hoje sou minha própria sombra
mas não aquela sombra azul e confortável
fria e macia...
Não sei fingir
Posso tentar fingir que sei
Na verdade posso vir a saber
Tudo é questão de disciplina
Com um pouco dela
ainda entro para o circo
Daqui há alguns anos poderei fingir
que não sabia que dia foi hoje.
Ontem podia ouvir as gotas
ouvia claramente, era chuva
andei, não senti
olhei, não vi
incompleta chuva minha que sei
aconteceu, aqui está.
Eu me lembro
me contavas
era ela, era ela
e agora sou eu
que estou tão longe
Era errado, era estranho
afastado, atrasado
ia e voltava
já não era mais
me disseste
Era ela, era ela
agora eu.
Pode ser perfeito.
Se eu pudesse, teria por ti aquele tipo de amor violento. Desmedido, esbaforido... explosivo, que corre contra o vento por impulso. Não posso, serás então meu muso, meu "tu" favorito.
Devo contentar-me em imaginar, idealizar...
Escrever sobre o que não conheço
Amar como se defeitos não tivesses... mundano não fosses.
Antes não fosse, assim não correria perigo de desejar de verdade.
Entre suspiros e notas musicais divago, devaneio, me perco e me encontro.
Entre lágrimas de inspiração que dá a luz à nova poesia...
Mágica, sublime. Sobre ti, para ti.
Pouco sabes sobre mim. Algo sentes ou desconfias...
Certamente não imaginas o efeito que as músicas me causam.
Aquelas músicas, as tuas, me levaram como numa montanha russa a momentos de concentração e seriedade, a rebuliços eufóricos, calmaria, romantismo, agitação, angústia, felicidade e solidão. Pensei em ti ao ouvir, e tive vontade de ver e ouvir-te falar sobre elas. Tentei imaginar o que sentes ao ouvi-las. Não consigo. Mostra-me, de perto.
Uma sensaçao estranha.. que parece saudade...
mas nem tem como, pois só se pode sentir falta de algo que já viveu.
É assim uma vontade... falta você aqui do lado falando sobre as bandas, sobre as musicas, comentando.. com aquele brilho no olhar que só quem é fã tem... e eu ficar ouvindo e olhando.. e sorrindo, quietinha, sabe como?
Antes que esqueça: obrigada mais uma vez pelo presente. Estou amando.
Eu sou toda gerânicamente Eloah, né Ju?
Quando eu tenho que estudar, quero trabalhar.
Quando tenho que ler, quero tocar.
Quando tenho que tocar preciso ler também.
Quando eu quero ler, é coisa que não era pra ser.
Estudar história da música? Fazer desenhinhos!
Se é para fazer bloquinhos ou bjuterias, quero fazer docinhos.
Quando tenho muita coisa pra fazer, quero fazer nada e em boa companhia.
Quando nada tenho a fazer... Ai! Que saudade das mil atividades ao mesmo tempo, o tempo todo!
se todos os meus versos fossem sobre ti
minhas canções para ti
meus sentimentos voltados a ti
meus olhos cegos para tudo menos para ti
enxergarias o brilho que meus olhos só emitem quanto te vejo?
me verias?
me sentirias?
me notarias?
Se sim, garanto que não viverias mais sem mim
nem eu sem ti
Meu ator de novela mexicana preferido
aquele que contracena comigo, tocando violino
estou pensando em ti. Te envio boas energias
torcendo pelo resultado positivo que esperas hoje.
Beijo
Bernardo: Significa forte como um urso e indica uma pessoa que mostra pouco entusiasmo quando precisa improvisar ou inovar, mas se dá bem com a rotina que impõe a si própria. Consegue sucesso em profissões que exigem dedicação, mas não requerem muita criatividade.
Erraram feio ao te chamarem Bernardo.
Não tens esta cara... tens ares angelicais
brilhos especiais nos olhos
sensibilidade, tranquilidade e sabedoria...
és tão belo e doce que nem eu saberia que nome dar
chamo-te apenas tu. Único tu do mundo entre tantos tus.
Que Pena
Ela já não gosta mais de mim
Mas eu gosto dela mesmo assim
Que pena, que pena
Ela já não é mais a minha pequena
Que pena, que pena
Pois não é fácil recuperar
Um grande amor perdido
Pois ela era uma rosa
Ela era uma rosa
E as outras eram manjericão
As outras eram manjericão
Ela era uma rosa
Ele era uma rosa
Que mandava no meu coração
Coração, coração, coração
Ela já não gosta mais de mim
Mas eu gosto dela mesmo assim
Que pena, que pena
Ela já não é mais a minha pequena
Que pena, que pena
Mas eu não vou chorar
Eu vou é cantar
Pois a vida continua
Pois a vida continua
E eu não vou ficar sozinho no meio da rua
No meio da rua
Esperando que alguém me dê a mão
Me dê a mão, a mão
Ela já não gosta mais de mim
Mas eu gosto dela mesmo assim
Que pena, que pena
Ela já não é mais a minha pequena
Que pena, que pena.
Caetano e Gal
Sonhei
No sonho tinhas morrido
que sofrido não acordar
Acordei
Ao despertar pensei direito
que alívio ter apenas sonhado
Levantei
Ao começar meu dia continuei pensando
que vontade de falar contigo sobre o sonho
Não falei
Ao não falar me perdi em outros pensamentos
que loucura, falaste tu então comigo mas eu não estava
Cheguei
Ao constatar que havias falado comigo justo neste dia fui escrevendo
Escrevi
Ao escrever me lembrei como éramos ligados em outra vida
que surpresa este resquício de sentir o que o outro sente
Publiquei
ao publicar o que escrevi me flagrei bocejando
que bom que o sono me chama, é então hora de outro sonho.
Todos os dias o mesmo moço me desconhece, no mesmo lugar.
Todos os dias me olha e me sorri com cara de comercial de creme dental e me oferece o panfleto do candidato em nome de quem está trabalhando. Todos os dias eu lhe digo que já lhe avisei que não voto aqui, sou de outro estado, vou apenas justificar meu voto. Todos os dias ele faz a mesma cara de estranhamento, de quem não lembra de ter ouvido isso anteriormente, e me olha nos olhos buscando lembrar de ter-me visto outro dia. Não lembra. Dia algum.
Barba por fazer. Cigarro na mão, dez anos tentando parar, e digo que este é o último. A quem estou fingindo enganar? Ouvindo Zé Ramalho mentalmente, vou andando pela orla. Ainda que a história das pobres criancinhas cuja base da alimentação se resume a laranjas roubadas e paçocas vencidas vá dar muito pano pra manga quando chegar na redação, não consigo desviar o pensamento daquilo que vai mudar meus dias, para sempre: Eu me atrasei. Ela se casou em janeiro deste ano.
Deus sabe o quanto as flores me sorriem e amaciam meu coração. Amo recebê-las. Desde que cheguei em Curitiba, ganhei lírios duas vezes (lindos), rosas e agora margaridas. Muito obrigada, me sinto florida.
Deixo um beijo para os dançarinos que não entendem nada, e que se negam a saciar minha curiosidade.
Estava eu perdida na comunidade "Adote um Curdo" no okut, quando derrepente me deparei com um curdinho tão simpático e bem próximo a mim. Resolvi adotá-lo. Não dá trabalho. Basta emprestar-lhe alguns livros e dar-lhe tic-tacs. Ele é amoroso e exímio dançarino. Boatos dizem que trabalha no ramo de construção. Estou feliz com a adoção. :)
Não sou TV.
Meus dias não são novelas. Meu tempo não vale menos que o dos outros. Meu café não é pequeno. Meu coração não é de borracha. Minha mente não serve para ficar presa. Minhas lágrimas não são tão doces. Não sou tão frágil nem tão forte. O mundo pesa muito. As pessoas também. Não posso carregar o mundo nem pessoas. Meus pontos são consecutivos. Meus anéis de vidro parei de usar. Dorme, generalzinho, me deixa levar a vida mais de mansinho.
O bom dos dias ruins, é que eles acabam. Sempre acabam...
Os dias bons também acabam, e isso é o que eles tem de ruim.
Tentaram calar meu canto, abafar meu pranto... meu desencanto...
só eu entendo, só eu.
Hoje te quis por perto
te quis pra me abraçar enquanto eu chorava
ou mesmo pra chorar comigo
você não estava... nem me viu chorar.
(para minha mãe)
Caos 22082006
Angústia repentina
Aperto.. não no peito. Literal
Dificuldade de raciocínio... intranqüilidade espacial.
Bagunça minha que me tira o sossego
Mal respiro, mal me alimento, mal me visto, mal me sinto.
Teclas em lugares errados, objetos errados sobre minhas teclas certas.
Certa de que as coisas melhoram espero o dia chegar
Não com a calma que apresento ao mundo
Nem com o sorriso que o conquisto
Carcaça de menina
Lamúria de mulher incompleta.
Desfragmentação... preciso disto.
De mim, do quarto, da casa, dos sonhos, do tempo, dos estudos.
Quero um abraço acolhedor, a paz que aquela frase me trás...
Onde caiba toda a minha confusão
Mas quero mais construir meu equilíbrio silenciosa, em minha companhia.
Um ateu estava passeando em um bosque, admirando tudo o que aquele "acidente da evolução" havia criado. "Mas que árvores majestosas! Que poderosos rios! Que belos animais!", lá ia ele dizendo consigo próprio.
À medida que caminhava, ao longo do rio, ouvia um ruído nos arbustos atrás de si. Ele virou-se para olhar. Foi então que viu um corpulento urso-pardo caminhando na sua direção. Ele disparou a correr o mais rápido que podia. Olhou, por cima do ombro, e reparou que o urso estava demasiado próximo. Ele aumentou mais a velocidade. Era tanto o seu medo que lágrimas lhe vieram aos olhos. Olhou, de novo, por cima do ombro, e, desta vez, o urso estava mais perto ainda. O seu coração batia freneticamente.
Tentou imprimir maior velocidade. Foi, então, que tropeçou e caiu desamparado. Rolou no chão rapidamente e tentou levantar-se. Só que o urso já estava em cima dele, procurando pegá-lo com a sua forte pata esquerda e, com a outra pata, tentando agredi-lo ferozmente.
Nesse preciso momento, o ateu clamou: "Oh meu Deus!".O tempo parou. O urso ficou sem reação. O bosque mergulhou em silêncio.
Até o rio parou de correr. À medida que uma luz clara brilhava, uma voz vinda do céu dizia: "Tu negaste a minha existência durante todos estes anos, ensinaste a outros que eu não existia, e reduziste a criação a um acidente cósmico. Esperas que eu te ajude a sair desse apuro? Devo eu esperar que tenhas fé em mim?" O ateu olhou diretamente para a luz e disse: "Seria hipocrisia da minha parte pedir que, de repente, me passes a tratar como um cristão. Mas, talvez, possas tornar o urso um cristão!!"
"Muito bem", disse a voz.
A luz foi embora. O rio voltou a correr. E os sons da floresta voltaram.
E, então, o urso recolheu as patas, fez uma pausa, abaixou a cabeça e falou:
"Senhor Jesus, abençoe este alimento que agora vou comer. Amém".
Tenho silêncio e tenho palavra para te dar
tenho sumiço e presença distante e escondida
tenho tempo, dúvidas e devaneios.
relembro teu beijo escondido em reticências
um beijo que não houve, mas está guardado.
Estranhos estranhamentos e encontros
admiração contínua e afastada.
Sorrisos entre sonhos
sons de encanto, ternura inesperada.
Onde...
Longe...
mais reticências
Cheguei hoje de Assis. Direto da rodoviária para o curso. Saindo da aula, fui com a Paula comer e procurar pouso. Andamos muito carregando malas... por ruas desconhecidas, por estranhos corteses que ofereciam ajuda sem nem pensarmos em pedi-la. Ficamos num estabelecimento meia-boca. Amanhã nos mudamos para outro melhorzinho, logo depois do café. Acabamos ficando tão cansadas que nem vamos a nenhum evento do festival hoje. É tomar banho, comer e dormir o sono dos justos e dos bronzeados do sol Londrinense.
Desgosto sem sentido e desinibido
Destrói, desmorona
Desconstruindo dobraduras feitas a duas mãos.
Maldito solitário
por ignorância e escolha da qual se orgulha
Viciado em permanecer acordado
Insiste em esconder seus planos
Debaixo dessas pálpebras arranhadas
Um cisco, um delírio
Um sonho se arrisca a fugir
Numa piscada tua
Estranho mundo teu
Só teu e só tuas intenções
Que voam telepaticamente
Para dentro do catador de emoções
Sente e não entende
Sofre, sem sossego
Se ilude
Morre
Silvana, eu e o Cortázar.
já que o Villa e seus lobos foram embora...
alguém me diz se se joga amarelinha de três?
OLHA QUE HILÁRIO:
Numa festa social dois sujeitos conversam:
- Olá, Me disseram q vc é musico?
- Sim.
- Nossa, e q instrumento vc toca?
- Toco ZABUMBA.
- E toca em quais orquestras?
- Na OSESP e na OSUSP.
- Que beleza, hein? Deve ser cansativo, não?
- É o trabalho, né?
- Admiro vcs músicos, gde profissão essa. Até queria que meu filho fizesse musica, mas o garoto não tem jeito, insiste q quer ser médico ou advogado.
- Ah, hj em dia é assim, a garotada não tem jeito. Mas, e vc, o que faz da vida?
- Eu sou médico.
- Jura? Mas como assim?
- Trabalho no Hospital das Clínicas.
- Clínicas, não conheço. E faz o que lá?
- Sou cardiologista.
- Mas vc tem um emprego não, tem?
- Então, trabalho no hospital.
- Nas horas vagas?
- Não. Esse é o meu emprego.
- Mas ganha pra isso?
- Ganho sim, da pra viver.
- E vc não estudou? Não quis saber de faculdade?
- Estudei, fiz faculdade de medicina.
- Ah, e? Não sabia que tinha. Interessante. Sabe, eu fui médico amador qdo era jovem, uma vez fiz até uma operação num rapaz que tinha sido atropelado. Usei uma flanela de carro pra estancar o sangue e uma faca pra abrir a barriga do rapaz e parar a hemorragia. Eu ate gostava, mas não levava muito jeito pra coisa. E ai minha mãe até disse: "Larga disso, garoto, vai estudar música".
- E, queria ter tido uma mãe assim.
Pois e, ninguém e médico, engenheiro, advogado amador. MAS TODO MUNDO E MUSICO AMADOR!
http://www.violao.org/index.php?showtopic=134
a vida vai indo
me levando como ela quer
estou leve
livre pra ela
entregue e anestesiada
(((o))) Move Over - Janis Joplin
Não quero mais tuas mãos nas minhas. Não confio mais.
És mau. Não gostas de mim, e gostas de me ver em prantos.
És um projeto que me era muito caro e que falhou.
Eras meu anjo...
meu tudo.. minha paz.
Não é bom depender assim, eu sei
Procuro outra paz agora
mas anjos? Eles existem?
Só cri em um.
Quando decidiste ser mal?
Ainda podes voltar a ser bom?
Não poderei ir contigo, terás de ir só. Por favor não se sinta rejeitado, afinal de contas, quem não me quis mais foi você. Gostaria de poder protegê-lo do sofrimento, da perda...Não posso. Preciso cuidar de mim, pois há tempos ninguém olhava por meus interesses.
Teu egoísmo me fere profundamente.
Se não mudares, um dia serás ferido por ele também.
Maio (Kid Abelha)
Maio
já está no final
O que somos nós afinal
se já não nos vemos mais
Estamos longe demais
longe demais
Maio
já está no final
É hora de se mover
prá viver mil vezes mais
Esqueça os meses
esqueça os seus finais
esqueça os finais
Eu preciso de alguém
sem o qual eu passe mal
sem o qual eu não seja ninguém
eu preciso de alguém
sozinha e abandonada
no meio do nada
Estou desapontada, e é contigo.
Estou triste e desanimada, por ti.
Vai passar, eu sei.
Está tudo tão errado...
e vai ficar certo.
Muito se perde.
Muito se ganha.
Não quis que fosse assim.
Por que projetas em mim a culpa do sentimento de aprisionamento?
Quero ser livre, quero que sejas livre.
Também tenho asas e aprecio voar.
Pena que não entendestes isto a tempo.
Me pergunto quando foi que me estranhaste...
não me conheces mais... e conhecias tão bem!
Passei a ser o pedacinho que não servia mais.
se vive
se pensa
se cala
se afaga
se fere
se fala
se lembra
se arrepende
se morre
se esquece
e se...?
Eu só quero que você saiba
Que estou pensando em você
Agora e sempre mais
Eu só quero que você ouça
A canção que eu fiz pra dizer
Que eu te adoro cada vez mais
E que eu te quero sempre em paz
Tô com sintomas de saudade
Tô pensando em você
E como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de você
Mas, te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem
Eu só quero que você caiba
No meu colo
Porque eu te adoro cada vez mais
Eu só quero que você siga
Para onde quiser
Que eu não vou ficar muito atrás
Tô com sintomas de saudade
Tô pensando em você
E como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de você
Mas, te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem
Eu só quero que você saiba
Que estou pensando em você
Mas, te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem
E que eu te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem
A Sua (Marisa Monte)
Com certeza chega um dia na vida de cada um, em que se dá conta do quão maior é a importância dos dedos comparada à dos anéis. Hoje mesmo pensei nisso. Não preciso de anéis neste momento. Os dedos sim os quero e preciso. Os meus, e aqueles que ficam entre eles.
Hoje cheguei tarde em casa.
De alma embalsamada pelo concerto musical em homenagem aos 250 anos de W.A. Mozart.
Mas muito cansada. Prova...
dores no corpo.
Precisando de carinhos, massagem, beijinhos e um colo bem aconchegante.
Novas Eras não começam de uma vez
Meu avô já vivia no novo tempo
Meu neto viverá talvez ainda no velho.
A nova carne é comida com os velhos garfos.
Os carros automotores não havia
Nem os tanques
Os aeroplanos sobre os nossos tetos não havia
Nem os bombardeiros.
Das novas antenas vêm as velhas tolices.
A sabedoria é transmitida de boca em boca.
(Bertold Brecht)
Nada é impossível de mudar
Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar.
(Bertold Brecht)
Hoje comecei a ir para a aula regularmente. Antes disso não foi possível, por causa da monografia da pós. Terminei, entreguei na data. Agora só música. Me cansei e fiquei tensa, aflita, como se nunca tivesse estudado, como se não soubesse se sou capaz de cursar uma graduação. Como se fosse a primeira... como se eu tivesse congelado nos 19 anos.
O friozinho está finalmente voltando. Vou precisar comprar umas poucas roupas quentes.
Ontem assisti um filme que há muito queria ver: "Minha vida sem mim". Adorei!
Minha mãe veio e foi. Minha prima se forma, o que me lembra que eu mantive também minha palavra, fiz um cartão de visitas para ela e a ilustração pra GeSa também (Uffa... ela gostou!).
(((o))) Symphony X
É difícil me fazer feliz?
Me conta! Você faz isso tão bem que faz parecer a coisa mais fácil do mundo. Muito obrigada pelo meu você.
Falta de dinheiro é ruim. Ausência é ruim.
Presença de dinheiro não compensa a falta de presença de espírito.
Pesquisando na net sobre os assuntos relativos à minha monografia deparei-me com este texto lindamente, boqueabertante sincero e verdadeiro sobre o homem atual. Escrito em 14 de outubro de 2005 por Tassos Lycurgo, levando o título "texto sem esperança":
Conta a boa lenda - a qual não deixa de ter um ou mesmo dois quês de verdade - que o filósofo Schopenhauer teve direito ao seu experimento com a humanidade: todas as manhãs, durante certo período de sua vida, acordava e, logo depois, saía de casa e ia ao mesmo mercadinho, tomar o seu desjejum. Lá, invariavelmente, colocava uma moeda sobre a mesa antes de fazer o pedido. Semanas depois, perguntado sobre o porquê daquele ato, respondeu que era uma aposta que fazia consigo mesmo: se os cavalheiros da mesa vizinha falassem sobre algo minimamente profundo ou interessante, ele daria a moeda para o primeiro pedinte que encontrasse; caso contrário, voltaria a guardá-la para o próximo dia. Diz-se que passou meses com ela no bolso.
Definitivamente, não é meu intuito criticar o colóquio fútil, frívolo, mesquinho, mas, pelo contrário, gostaria de sublinhá-lo como sendo o ponto em que todos os homens se encontram, tornam-se um só e, portanto, justificam a identidade no que é humano. Como diz Goethe na Trilogie der Leidenschaft, os homens não são iguais, mas também não são totalmente diferentes. Assim, se há algo igual nesta diferença que reside em cada um de nós é o fato de nos encontramos em algum momento pensando ou falando sobre o que é medíocre. Dizem que os homens são como os animais de rapina: uns dão vôos muito altos, outros, nem tanto; mas todos, invariavelmente, encontram-se e igualam-se no chão, para saborear a carcaça, a carne putrefeita.
Conversas superficiais, portanto, são como os restos mortais e é lá onde toda a humanidade se iguala, torna-se uma só. É lá onde os prosadores encontram a interseção dos interesses humanos; é lá onde há a possibilidade da comunicação geral, coletiva: explica-se, aí, a qualidade do conteúdo do rádio, da tevê, da mídia em geral, mesmo da literatura e da arte cotidianas. Quase toda a produção cultural do homem intenta a mesmice, a pasmaceira, a monotonia. Eis, enfim, a infausta democratização do espírito humano, da qual Nietzsche tanto fugia e que os homens livres tanto detestam e repudiam, mesmo que esses homens livres vejam-se a si mesmos (muita vez, surpreendam-se a si mesmos) habitando o infausto, a banalidade, elogiando tudo o que parece mediocrismo.
Deste ambiente de banalidades, não sei se há saída convencional. Mesmo com os homens mais experimentados, cujas velhices já os consomem, não é diferente: seus pensamentos ¿ maduros e elaborados ¿ povoam os mais difíceis espaços, mas também, de surpresa, são encontrados no vil sítio da frivolidade. Inevitável é o vazio que há no que é fútil e medíocre. Parece que a alma é sugada, sutilmente, para tudo o que é baixo e vão.
Demonstra-se, assim, certa homogeneidade não apenas da perspectiva temporal, mas também espacial: todos se igualam no banal, em qualquer época, em qualquer lugar. O frívolo austríaco é similar ao brasileiro; o fútil do séc. XVIII é similar ao de hoje. Schopenhauer, aqui em Natal, talvez tivesse resultados semelhantes em seu experimento. Isso, é claro, se não lhe furtassem a moeda do bolso, ao distrair-se com a conversa superficial de algum bêbado, balbuciando no botequim da esquina o que há de mais oco, pois, em uma variação da máxima de Quintiliano, da humanidade não se pode exigir fazer o que lhe parece impossível. E, como se disse de várias formas, no que concerne ao humano, o possível coincide com o medíocre..
Bom dia.
Sei que estou sumida, e não é pra menos: 10 dias para a entrega da monografia!
Passei na UFPR pra Música. O registro acadêmico é hoje. Por incrível que pareça recebi os parabéns dos meus familiares.
Tenho acompanhado a família do meu namorado pra tudo o quanto precisam enquanto estão aqui. Ele se mudou para cá. (Finalmente!) Por enquanto vai ficar hospedado em casa, mas em dois meses se muda para o apartamento dele. Não sei qual o conceito que as pessoas tem de ¿tranqüilo¿. É o que falam sobre o pós operatório da cirurgia que ele fez. Está há dias sangrando, e sinceramente não vejo a tranqüilidade prometida nisso.
A GeSa do lapso vai casar!
Minha mãe finalmente veio me visitar e está me dando a maior força. A Aline finalmente conseguiu ir pra Manaus. Às vezes me pergunto por que ela quer ficar aqui. Desde que ela soube que iria pra lá ficou numa alegria sem tamanho e até parou de dormir até sete horas da noite.
Eu estou gripada. No ano passado não adoeci uma vez sequer. Este ano está o maior festival de doenças. Vide post 18 de fevereiro.
Bom, é isso. Estou aguardando minha colega para estudar... preciso deixar o dia começar de verdade. Felicidades a todos!
Quando ele tinha 17 eu tinha 19. Já queria morrer há algum tempo. Tentei impedir. Adiou e conseguiu. Vida triste, ruim, cruel, curta.
Garganta inflamada, morrendo de sono... dor no corpo e na garganta. Aula no sábado 7:30 da manhã em Curitiba ninguém merece. Coffee break. Recebi mensagem no celular, mas estou sem crédito pra responder. Também sinto saudades, e acho que vou passar o resto do dia acamada - justo agora que eu precisava ser forte para estar sempre 100% a disposição dos visitantes. Bom final de semana a todos.
O medo da dificuldade em tomar decisões foi maior do que tomá-las, afinal. É o que acontece com as pessoas ansiosas.
As muitas opções se reduziram, favorecendo as escolhas certas. Aquelas que há muito tempo o coração pedia. Resta agora, não deixar de realizar nenhuma etapa, e aguardar respostas. Novas oportunidades surgiram, me fazendo agarrá-las em cima da hora. Investimentos que custam esforços aparentemente maiores do que posso fazer, mas que certamente trarão resultados satisfatórios.
***
Tive um sonho doce e macio. Caramelo como os seus olhinhos buscadores
Tenho andado muito ocupada e preocupada. Minha monografia já está batendo a porta. Estou lendo bastante, mas também conseguido aproveitar o tempo livre, não apenas com obrigações, mas dando atenção a quem merece (inclusive eu mesma). Estou decepcionada com algumas pessoas - muito, diga-se de passagem - mas ao mesmo tempo, estou muito surpresa e feliz com outras. Acho que é assim mesmo a vida: nunca está 100%, inclusive nos relacionamentos interpessoais. Preciso tomar importantes decisões, que determinarão pelo menos pelos próximos 5 anos, se vou estar mais para bem do que para mal... e talvez sejam também decisivas para o meu humor para o resto da minha vida.
Preciso voltar a escrever! É incrível como quando deixo de fazê-lo por um longo intervalo de tempo, lembro desta tarefa como algo difícil, que atualmente seria incapaz de realizar... mas na verdade, quando sento e começo a escrever... as palavras e os pensamentos tornam-se leves e independentes... como se já estivessem prontos, apenas aguardando a minha iniciativa, a coragem, a oportunidade de brotarem para o mundo.
Estou de volta.
Whatever happened to my
garden of blue roses
Oh nurturing years of so long
Whatever happened to my
garden of blue roses
They say a stranger treated them wrong
When I was a girl
I planted a garden yeah
That meant so much to me
One of reality
A garden of love none like this
before me
One of a kind equality
A prayer for you and me
wo ho ho ho ho
CHORUS
If we can keep
the candles burning
To shelter them from pain
and let them live again
Shower the world with their innocence
Who's tears felt like rain, history remains the same
wo ho ho ho ho
Bridge:
But one by one they come up missing
Strangers thought that I was sleeping
Some life somelife means nothing to some
Watch out now we've got them on the run
Não sei se alguma pecinha quebrada em mim se ajeitou sozinha, ou se foi Curitiba que me concertou. O fato, é que eu adoro ler no ônibus. Mas só serve o bi-articulado ou o ligeirinho. Eu sempre passei mal ao tentar ler ou escrever em movimento. O oftalmologista disse que isso é comum, que é um problema de comunicação nos canais semi-circulares que ligam os globos oculares a não-sei-o-que-lá, blá blá e blás. Só sei que li metade de "Domingo pra sempre" entre três conexões de bi-articulados e ligeirinhos ontem a noite, quando voltei do aeroporto. Tinha ido despedir meu amado.
Costumava ser educada. Ganhei um livro que há tempos queria 'ter'. Sabe como? Querer ter? Poisé, ele comprou e me deu de presente. Eu fiquei chocada, porque ele precisava do tal livro. Em vez de agradecer, soltei um: "louco! leve este presente consigo, depois você me dá!"
Ele não é louco. Deve ser, mas não por isso. Apenas quis me agradar, e certamente o fez. Agradeço agora, em público: Muito obrigada, meu querido. Adorei o livro, espero que você logo esteja aqui para escrever uma belíssima dedicatória.
Levei o mesmo tempo que ele para chegar em casa. Ele de avião, eu de ligeirinho. Ah, os domingos! ...
Here, There And Everywhere
To lead a better life I need my love to be here...
Here, making each day of the year
Changing my life with a wave of her hand
Nobody can deny that there's something there
There, running my hands through her hair
Both of us thinking how good it can be
Someone is speaking but she doesn't know he's there
I want her everywhere and if she's beside me
I know I need never care
But to love her is to need her everywhere
Knowing that love is to share
Each one believing that love never dies
Watching her eyes and hoping I'm always there
I want her everywhere and if she's beside me
I know I need never care
But to love her is to need her everywhere
Knowing that love is to share
Each one believing that love never dies
Watching her eyes and hoping I'm always there
To be there and everywhere
Here, there and everywhere
Márcia no País dos Chanfros. É sobre isso que vou escrever!
Jamais poderia esquecer aquele sorriso lindo.
Nem aqueles olhinhos com um brilho especial
me fitando, tentando ver algo que não se pode
que vai lá dentro, faz cosquinha na espinha e volta para a superfície da retina.
Inocente, sincero, brilhante, cativante, apaixonante...
Eterno.
Hoje não escrevi nada. Nem li. Incrível não ter lido até agora. Apenas fazendo ajustes no template que parecem nunca ter fim. Também, nunca fui expert em web... nem sou muito fã. Apesar de ter pensado seriamente em estudar isso: web, quark e autocad. Nece$$idade. Feriado... trabalhos da faculdade por fazer, e ainda o almoço. Estou ansiosa pela chegada do sábado, por isso eu ordeno que a semana passe muito rápido, e tenho dito e pronto!
Estou me sentindo extremamente estúpida hoje.
Triste também. E quem se importa?
Olho pra trás e me vejo sofrendo ridiculamente
por estar longe numa data que parece não ter importância alguma.
Sofrer sozinha uma dor plural é patético.
Não dar atenção a quem nos dá valor é cruel.
Vou passar a dar atenções.
Tenho sido cruel. Não quero mais ser cruel, nem idiota.
Decidi não passar o Natal com minha família.
Minha família, que tanto me ama, e que sempre vai amar
haja o que houver. Estou longe deles, mas me ofereceram uma oportunidade de estar entre eles neste dia. Recusei. Preferi estar entre outras pessoas que amo. Hoje, ridícula e cruel, não estou tão certa de ter tomado a decisão mais acertada. Ainda tenho mais do que um mês para voltar atrás. Quem sabe eu volte. Quem sabe eu até volte. Quem sabe eu desista. Metas, conquistas, paixões... mundo.
Às vezes sinto vontade - me arrisco a dizer 'necessidade' - de sumir. Queria poder nunca ter existido para certas pessoas e nunca ter estado em determinadas situações, ainda que eu tenha consciência de que me trouxeram algum aprendizado. Não, não quero morrer. Ao contrário, vejo muitas coisas boas para fazer na e da minha vida. Tenho enxergado com maior clareza o que me vale a pena almejar, ter como meta. Tenho também suspirado, profundamente consciente do que já almejo mas nem me atrevo a confessar.
Quero e não quero querer. Quero poder e quero fugir.
Quero deixar antes de me perder, me ferir. Como queria poder simplesmente sumir. Seria bom não precisar. Seria excelente poder confiar.
Pobre coração! Te calo agora para viver uma vida superficial e robotizada. Enquanto te emudeço por força, me distraio com o brinquedinho chamado mundo. Vou ali, ser parte da sociedade. Adeus.
Anjo Celestial
que estás aqui na Terra
neste minuto, me ouvindo
leva meu pedido ao Pai
Que Proteja todos
que afaste o mal dos corações
que as doenças da matéria não castigue
os Seus filhos
que as inquietações de nossas mentes sejam sanadas.
Que o homem pare de depredar o lar que nos deste.
Proteja os animaizinhos e os bebês que não sabem rezar
Amém
Por que me importo? Por que fico indignada? Por que será que o mesmo sempre acontece e me perturba tanto? O que faço para parar isso? Cansei! Cansei! Droga!
Ao menos aqui eu posso exprimir toda a minha raiva.
Faltam onze dias e eu estou triste e quero chorar.
Sentira dor o dia inteiro. Ainda assim resolveu fazer um esforço para sentar-se a frente de seu computador e puxar pela memória a fim de registrar os pensamentos do dia. Dois esforços, afinal.
Dor que lhe impedira até mesmo de ler, pois precisava dos braços e das mãos para segurar o livro. Sonhos estranhos conturbaram seu sono na noite anterior. Sentia-se pesada, ansiosa e ainda burra. Burra por ter passado tanto tempo sem escrever. Horas deitada esperando que a dor passasse, na posição menos desconfortável que pôde encontrar, fitando a janela vendo o céu morfando de cinza claro a rosa antigo, até que por fim, tardiamente o céu de primavera finalmente enegrecesse. Um telefonema lhe tira o fio de tranqüilidade que restava.
Enfim, sentada na frente da máquina, só conseguia pensar que precisava vence-los todos: a burrice, o cansaço, as dores, a falta de memória e a indignação. Os brilhantes insights do dia, porém, se foram e não demonstram interesse algum em retornar.
Os filmes que assistira no fim-de-semana voltavam-lhe em flashes quase tão estonteantes quanto sua trama e o sonho psicodélico.
Enquanto a raiva a mantêm intranqüila, pensa em alternativas, no que poderia ter sido feito. Ele poderia ter dito que era ela. Ele poderia ter dito que não foi ele. Não o fez. Parece ter se arrependido, mas ele sempre faz igual.
As pessoas colhem aquilo que plantam. Teria ela plantado?
Antes que esquecesse novamente: sim, pulava de raiva porque achava injusto. Dias atrás. Maldita Flor.
Ainda estou aqui
não lá, mas aqui.
Ainda sou eu
Ela não sou eu!
Não sou eu!
Sinto saudades.
Ainda somos nós
eles estão ao lado.
Cadê o meu você, deste lado?
Minhas letrinhas favoritas
minhas noites alerta...
minha luz acesa
minha portinha aberta... por que fechou?
Agora durmo.
Escrevo pouco, o que me faz mais burra.
Ainda estou aqui, não aí.
Nunca estivestes aqui
A luz sim
Agora não.
Tenho andado. Ausente e poraí.
Estive em Sampa por uns dias, estou de volta. Está frio, chovendo. Nem tive coragem de sair de casa hoje. Pretendo escrever mais e espero conseguir.
Às vezes me identifico com a Alice. Aquela do país das Maravilhas...
mas só às vezes. Um pouco.
Amor e a capacidade de estar só."Você deveria ser capaz de estar só, completamente só e, ainda assim, tremendamente feliz. Então, você pode amar. Então, seu amor não é mais uma necessidade, mas um compartilhar, não mais é uma carência. Você não se tornará dependente das pessoas que você ama. Você compartilhará ¿ e compartilhar é bonito.
Mas o que comumente acontece no mundo é: você não tem amor, a pessoa que você pensa que ama não tem nenhum amor em seu ser também, e ambas clamam pelo amor do outro. Dois mendigos mendigando entre si. Como resultado, as brigas, o conflito, a contínua rixa entre os amantes ¿ a respeito de coisas triviais, coisas imateriais, coisas estúpidas! Mas continua-se brigando.
O conflito básico surge porque o marido acha que não está recebendo o que tem direito de receber, a mulher acha que não está recebendo o que tem direito de receber. A mulher acha que foi enganada e o marido também acha que foi enganado. Onde está o amor?
Ninguém está preocupado em dar, todo mundo quer receber. E quando todo mundo está atrás de receber, ninguém recebe. E todo mundo se sente perturbado, vazio, tenso.
A fundação básica está faltando, e você começa a construir o templo sem a fundação. Ele irá cair, desabar a q